Saúde pública

Doentes crónicos idosos fogem à vacina da gripe

A maioria dos doentes crónicos com 65 anos ou mais não se vacinou na última época de gripe. A vacina é recomendada e gratuita, só que uns acham que não precisam, outros têm medo.

Um estudo do Instituto Ricardo Jorge avaliou o impacto das crenças pessoais na decisão de tomar ou não a vacina. Os resultados agora revelados mostram que a desconfiança e o desconhecimento são maiores, precisamente entre os cidadãos que deveriam vacinar-se por correrem maiores riscos de complicações com a gripe. Dois terços decidiram não se vacinar na época de 2013/2014.

Foram entrevistadas 856 pessoas com 65 anos ou mais e que tinham pelo menos uma doença crónica (asma, doença pulmonar obstrutiva crónica, diabetes, obesidade, doença coronária, doença hepática ou renal). Só 32,8% acharam importante vacinar-se.

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Fonte: Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge

Entre os que não se vacinaram, a maioria respondeu que se considera saudável, nunca ou raramente tem gripe ou que sabe cuidar-se, por exemplo, porque toma vitamina C.

O receio de efeitos secundários leva 17% dos inquiridos a explicar que não se vacina porque já teve más experiências em anos anteriores, conhece alguém que se vacinou e morreu pouco depois ou, simplesmente, porque acha que ter 65 anos e uma doença crónica não é fator de risco.

A questão da idade também parece ter influência. A vacina é recomendada a “idosos”, ou seja, a quem tenha 65 anos ou mais; 11,5 % das pessoas questionada considera que não é “idoso”, e como tal não está nos grupos de risco.

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