Políticas

Rede de urgências muda em 2015

O mapa agora redesenhado diz que o país deve ter entre 10 e 13 Serviços de Urgência Polivalente, a rede definida em 2008 tem 14. Pelo menos um vai fechar. Nas restantes urgências pode haver encerramentos, ou não

Até pode haver novas urgências, sobretudo as que atendem os casos mais comuns e mais simples.

O diploma, publicado em Diário da República a 11 de Agosto, define sobretudo intenções.O modelo para implementar até Junho de 2015 deixa em aberto a possibilidade de abrir e fechar serviços. No que toca a encerramentos, a parte politicamente mais dolorosa, o diploma parece talhado para adiar essa decisão.

À excepção dos SUP, altamente diferenciados e com todas as valências, geralmente nos grandes hospitais centrais, as restantes alterações ficam adiadas. Pode haver um mínimo de e um máximo de 39 Urgências Médico-Cirúrgicas, existem 30. Existem 45 serviços de Urgência Básicos, os que atendem os casos mais frequentes e mais simples, muitos em centros de saúde, mas o diploma não fixa nenhum número para o futuro.

A nova reorganização tem por base o número de habitantes abrangidos por cada tipo de urgência. Quando servem menos de 200 mil habitantes os serviços podem deixar de ter urgências com bloco operatório para terem urgências mais básicas.

Desaparece a meta de ter 90 por cento da população a menos de 30 minutos de um serviço de urgência, o Ministério da Saúde tem agora como objectivo único garantir que, esteja onde estiver, nenhum doente possa demorar mais de uma hora a chegar a uma urgência.

Uma das novidades é a obrigatoriedade de criar espaços próprios, nas urgências, para admitir e atender crianças e adolescentes, até aos 18 anos. Está, no entanto, previsto, que nos grandes centros urbanos esse atendimento possa ser centralizado em menos hospitais.

A criação de Centros de Trauma, especializados no atendimento de doentes poli-traumatizados graves, está também prevista para, pelo menos alguns, Serviços de Urgência Polivalente. Em aberto está a criação de uma rede nacional para atendimento especializado e urgente – vias verdes – de alguns doentes: acidentes vasculares cerebrais, trauma, sépsis (infecções generalizadas) e doenças coronárias.

A formação de médicos e enfermeiros para prestação de cuidados urgentes e emergentes, nomeadamente quando é preciso acompanhá-los no transporte para outras unidades de saúde, está também prevista.

O Ministério da Saúde defende que o objectivo do novo mapa de urgências é evitar que alguns doentes andem a deambular por vários serviços em vez de serem directamente encaminhados para o local certo.

Em casos de urgência, o contacto prévio com o INEM (112) ou com a Linha da Saúde 24 (808 24 24 24) continua a ser recomendado.

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