Corpo & Alma

Adolescentes portugueses andam deprimidos ou para lá caminham

A Universidade de Coimbra procurou e encontrou: 8% dos adolescentes portugueses com idade média de 14 anos têm sintomas de depressão, 19% estão em risco. A maioria são raparigas. Os pais podem contribuir.

O estudo abrangeu 3.300 adolescentes e equipas de investigadores em Portugal, na Islândia, na Alemanha e nos Estados Unidos. O objetivo era “traçar o perfil de risco psicológico e genético para a depressão na adolescência” e , ao mesmo tempo, testar programas de prevenção.

Numa nota da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, autora do estudo, explica-se que há traços temperamentais de cada um que podem tornar os adolescentes mais susceptíveis a estados depressivos. Por exemplo quando são tristes, tímidos ou agressivos.

As más experiências na escola, com amigos e em família são outros agravantes. O mesmo acontece quando os jovens são vítimas de abusos, de negligência ou têm maus resulados escolares.

Os pais surgem como potenciais instigadores de estados depressivos nos adolescentes; por exemplo, se a mãe tem depressão, se a relação entre os pais é conflituosa ou se a relação entre pais e filhos é pouco profunda.

Esta pesquisa serviu também para testar alguns programas de prevenção. Um deles, desenvolvido pela própria Universidade de Coimbra, avaliou 290 adolescentes dos 8º e 9º anos e concluiu que o envolvimento dos pais/encarregados de educação é benéfico para todos.

A médio prazo, 6 meses, notou-se que os sintomas de depressão e os sinais de risco diminuíram, tanto nos adolescentes como nos pais.

As conclusões do estudo vão ser apresentadas de forma detalhada no Congresso Saudável Mente.

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